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Legislação do Desporto - 2010
Petrony
Autor:
Lúcio Miguel Correia
NOTA PRÉVIA
A intenção de realizar a presente obra surgiu das
dificuldades práticas de aplicação de diversas normas relativas a diversos casos
concretos na minha vida profissional enquanto Advogado da Federação de Andebol
de Portugal, onde deparei que o edifício normativo do Desporto tem mudado de tal
forma que, nós juristas, a maior parte das vezes, nem damos conta da sua
sucessiva e rápida mutação e instabilidade. Como se sabe, em Portugal, desde
inícios da década de 90, surge uma vasta produção legislativa sobre desporto,
incessante, persistente e dispersa, que muito dificulta a vida dos práticos que,
tal como eu, gostam de estudar e trabalhar as mais diversas e complexas matérias
deste autêntico “ramo de Direito”. Cada vez mais dispersa, e não obstante já
não ser tão pouco conhecida como isso, a verdade é que a normatividade do
fenómeno desportivo carecia actualmente de um instrumento de trabalho e estudo,
que compilasse a mais recente e muito vasta produção legislativa dos últimos
anos. Foi com o intuito de realizar uma colectânea onde reunisse os
principais diplomas e normas que orientam o perturbado fenómeno desportivo
nacional, de fácil acesso a todos (juristas e sobretudo não juristas), e que
visasse contribuir para um aumento da discussão e investigação sobre muitas das
questões e matérias aqui sumariamente evidenciadas, que levei a cabo esta árdua
e interminável tarefa. Não obstante não ter tido a ousadia de tentar compilar
todos os diplomas e normas sobre Direito do Desporto, (e nem isso seria
possível) os critérios de selecção dos mesmos foram sempre os mesmos; ou seja,
tentei apresentar a legislação pertinente para o fenómeno desportivo, e deixar
de lado a matéria específica desta ou daquela modalidade ou outras
especificidades menos relevantes, que deverão ser consultados nos locais
próprios (maxime sites oficiais das respectivas Federações Desportivas),
destacando-se o site oficial da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto,
para onde remeto muitas das notas que realizo ao longo da presente obra. Que
a presente obra seja, acima de tudo, um instrumento de estudo e de trabalho, é o
meu sincero desejo.
Lisboa, 19 de Março de 2010
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